Respostas simples.
Olha bem para mim. Mas olha lá bem no fundo. Tenta perceber de que cor são os meus olhos. Sim, os meus olhos! Conversa parva, não? Se olhas para eles, deveria ser uma pergunta de rápida resposta.
São azuis? São verdes? São castanhos? São o quê?
Pergunto como se alguma vez me conseguisses responder. Já devia saber que és incapaz de responder a coisas tão básicas como esta.
Chegas de repente, levas tudo atrás de ti e depois esperas que eu fique indiferente?
De qualquer forma amanhã não vais lembrar-te da cor dos meus olhos.
E é assim. Eu choro, chamo por ti e tu vens quando queres. E vais no exacto momento em que te apetece.
Fico eu. Eu comigo própria. Sozinha. Com a dor a trespassar o peito.
São revoltas dentro de mim. São espadas que me cruzam o ser. A todos os minutos vem mais uma réplica. Mais uma abanão que me derruba chão além.
Eu merecia outro respeito. Eu amei-te como nunca amei ninguém. Eu levei-te comigo por esse mundo fora. Onde eu estava tu estavas também.
Hoje não passo de um episódio enfadonho da tua vida.
Hoje não passas do grande amor da minha vida.
Hoje tenho-te exactamente o mesmo respeito. Como desde o primeiro dia.
Hoje continuas sem me olhar nos olhos.
Hoje contínuo a levar-te para todo o lado.
Deixa para lá, como sempre soubeste fazer tão bem.
Esta corda já quebrou há muito. Mas sempre quis o melhor para aqueles de quem mais gosto.
Hoje fazes parte da minha oração. Deus te proteja...estejas onde estiveres.
(A propósito: são castanhos.)
DE
Há sentimentos que demoram a passar, alguns apenas atenuam. Beijinhos
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